Quando um paciente apresenta histórico familiar de trombose, o planejamento do tratamento de varizes precisa ser ainda mais criterioso. Isso porque, embora o fator genético não seja o único determinante, ele pode aumentar o risco individual para eventos trombóticos, especialmente se associado a outros fatores como sedentarismo, uso de anticoncepcionais, obesidade ou varizes volumosas.
No caso de pessoas com esse histórico, deve ser solicitada uma investigação detalhada, que pode incluir exames laboratoriais, como a avaliação de trombofilias hereditárias. O uso do Doppler também é fundamental para analisar se há alterações no fluxo venoso.
Além disso, o protocolo de prevenção de trombose no pós-tratamento é reforçado. Isso pode envolver o uso prolongado de meias de compressão, movimentação precoce, hidratação adequada e, em alguns casos, a prescrição de medicamentos anticoagulantes profiláticos, mesmo em procedimentos minimamente invasivos como o endolaser ou a escleroterapia com espuma.
O mais importante é que o tratamento seja sempre individualizado. Ter histórico familiar de trombose não impede que o paciente trate as varizes com segurança. Pelo contrário: pode ser justamente uma razão a mais para tratar o quanto antes, já que varizes não tratadas podem, em alguns casos, aumentar o risco de trombose venosa.
Saiba mais sobre o doppler: Doppler Vascular e sobre o endolaser: Cirurgia de Varizes a Laser (Endolaser) e a escleroterapia: Escleroterapia Líquida/Cirurgia de Varizes com Espuma