A pele próxima ao tornozelo começou a escurecer, endurecer ou perder a textura habitual? Esse é um dos sinais mais importantes da insuficiência venosa avançada.
Quando existe refluxo nas veias, o sangue permanece sob pressão excessiva nas pernas por muito tempo. Aos poucos, ocorre extravasamento de células sanguíneas e substâncias inflamatórias para a pele e o tecido ao redor.
Com isso, a região passa a adquirir um tom acastanhado, aspecto mais endurecido e menor capacidade de cicatrização. Essa alteração é chamada de dermatite ocre e indica sofrimento crônico da pele causado pela circulação inadequada.
O problema é que essa fase costuma anteceder uma das complicações mais difíceis da doença venosa: a úlcera venosa.
Nessa etapa, a pele se torna frágil. Pequenos traumas, coceira ou até o atrito do calçado podem abrir feridas que demoram meses para cicatrizar.
O ponto mais importante é entender que não se trata apenas de uma alteração estética. Existe um problema circulatório por trás, frequentemente relacionado à safena ou a outras veias com refluxo.
O exame Doppler permite identificar a origem dessa pressão aumentada e direcionar o tratamento correto antes que a pele evolua para feridas.
Saiba mais sobre o doppler: Doppler Vascular