Ao longo de 17 anos tratando varizes, aprendi que cuidar das pernas vai muito além da técnica. Envolve escuta, empatia e, acima de tudo, compreensão sobre o impacto que essa condição tem na vida de cada paciente.

Uma das verdades mais marcantes é o quanto as varizes afetam a autoestima. Muitas pacientes deixam de usar as roupas que gostam, evitam situações sociais e até mudam seus hábitos por vergonha das pernas. Tratar as varizes, portanto, vai além da questão médica: é devolver confiança e liberdade.

Outra lição importante: postergar o tratamento pode trazer prejuízos sérios. Varizes não tratadas tendem a piorar com o tempo e podem evoluir para quadros dolorosos, inchaços persistentes, manchas na pele e até complicações mais graves, como úlceras ou tromboses.

Aprendi também que cada caso é único. O tratamento de varizes precisa ser personalizado. Existem diversas técnicas, como o endolaser, a espuma densa e o laser transdérmico, e é essencial escolher a abordagem adequada para o tipo de veia, os sintomas, a pele e o estilo de vida do paciente.

E talvez a verdade mais importante: varizes não são apenas um problema estético. Elas revelam um desequilíbrio na circulação venosa e precisam ser levadas a sério. A estética melhora, sim, mas o foco principal é sempre a saúde.

Essas verdades guiam cada decisão que tomo ao lado dos meus pacientes, com responsabilidade, cuidado e propósito.