Uma safena não precisa estar muito dilatada para apresentar insuficiência. O calibre mostra apenas o tamanho da veia. Já o refluxo revela como ela está funcionando.

Dentro da safena existem válvulas que direcionam o sangue das pernas em direção ao coração. Quando elas não fecham adequadamente, parte do sangue retorna no sentido contrário, aumentando a pressão sobre as veias superficiais. Esse processo pode favorecer varizes, inchaço, peso, cansaço e alterações na pele, mesmo quando a safena ainda apresenta medidas consideradas normais.

Por isso, o diagnóstico não pode ser definido apenas pelo diâmetro descrito no Doppler. O exame deve analisar a duração e a extensão do refluxo, as regiões comprometidas, os sintomas, a presença de varizes e o impacto dessa alteração sobre toda a circulação. As diretrizes atuais consideram o refluxo axial e o quadro clínico na escolha do tratamento, não apenas o calibre da veia.

Isso também significa que encontrar refluxo não determina automaticamente uma cirurgia. A conduta pode variar entre acompanhamento, medidas clínicas ou tratamento da safena, conforme cada caso.

Na circulação venosa, uma veia aparentemente fina pode estar funcionando mal. O que determina sua importância é o comportamento do fluxo sanguíneo.

Saiba mais sobre o doppler : Doppler Vascular