Quando se fala em varizes, a maior parte da atenção fica voltada para a safena. Mas existe um grupo de veias que, apesar de pequenas, pode ter um papel decisivo na evolução da doença: as veias perfurantes.
Elas fazem a comunicação entre o sistema venoso superficial e o profundo. Em condições normais, o sangue percorre esse caminho em apenas uma direção. Quando essas veias deixam de funcionar corretamente, ocorre refluxo, aumentando a pressão nas veias superficiais.
O resultado pode ser o surgimento de novas varizes, piora do inchaço, sensação de peso nas pernas e, nos casos mais avançados, alterações na pele e até feridas venosas.
O desafio é que essas veias não costumam ser visíveis. Muitas vezes, a perna apresenta poucos sinais externos, mas o problema está acontecendo em um nível mais profundo da circulação.
Por isso, elas podem passar despercebidas quando a avaliação se limita apenas ao que aparece na pele.
O ultrassom Doppler permite identificar quais veias perfurantes estão comprometidas e qual a participação delas na insuficiência venosa.
Em alguns pacientes, tratar essas pequenas veias faz toda a diferença para controlar a pressão venosa e obter um resultado mais duradouro no tratamento das varizes.