Você sabe o que é a Estenose de Carótida? Conheça tudo sobre elas!

Responsável por levar sangue oxigenado e repleto de nutrientes ao cérebro, as carótidas são, na verdade, composta por duas artérias localizadas uma a cada lado do pescoço. Além delas, outras duas artérias chamadas de vertebrais, também muito importantes para a irrigação do cérebro, são encontradas nessa região e todas se unem na região cerebral, fortalecendo assim a circulação do local.

A estenose, caracterizada pelo estreitamento dessa artéria devido a placas de gordura que se acumulam nas paredes da carótida, é fonte da diminuição da circulação sanguínea na região cerebral.

Essas placas de gordura, normalmente não provocam sintomas e por isso, raramente é percebida pelos pacientes, e os sintomas podem ocorrer somente quando ocorre o fechamento total (oclusão) da artéria. Quando ocorre uma obstrução, a maioria dos paciente tem um dano cerebral (que pode ou não ser irreversível) porem poucos a segunda artéria carótida e as vertebrais assumem seu papel e compensam a falha.

Mas a falta de circulação sanguínea não é a única coisa que essas placas de gordura podem causar. 

O outro perigo nessa condição está no desprendimentos das placas, presas nas paredes da artéria, e na sua chegada até a região cerebral ou uma fissura na placa com formação de um trombo (coagulo) agudo e fechamento abrupto da artéria. Nesse caso, ao entupir as artérias que irrigam diretamente certa região do cérebro, pode haver o que chamamos sequelas ou morte neurológicas, que são em grande parte irreversíveis.

Apenas 0,2% das pessoas abaixo dos 50 anos são afetados por essa doença, ocorrendo um aumento para 7,5% em pessoas com mais de 80 anos.

Sumário

  1. Sintomas e causas
  1. Ataque Isquêmico Transitório (AIT)
  2. Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  3. Diagnóstico e fatores de risco
  1. Fatores de risco
  2. Diagnóstico
  3. Tratamento
  1. Tratamento Clínico
  2. Tratamento Cirurgico
  3. A cirurgia de endarterectomia

         3.3      Tratamento Endovascular

  1. Conclusões
  1. Sintomas e causas

A estenose de carótida pode causar outras doenças como o Ataque Isquêmico Transitório e AVC.

1.1 Ataque Isquêmico Transitório (AIT)

ataque isquêmico transitório é caracterizado falta de circulação em alguma área do cérebro, causando déficits cerebrais. Seus sintomas incluem a paralisia, desmaios ocasionados de perda da consciência, e até falta de sensibilidade nos membros rosto, além da dificuldade da fala. Sua duração não costuma ser longa, normalmente cessando em alguns minutos e se prolongando por, no máximo, 24 horas.

Essa condição é causada pelo desprendimento de coágulos, causados por placas de gorduras irregulares, que são levados pela corrente sanguínea e então se prendem novamente as artérias cerebrais, bloqueando a chegada do sangue, os nutrientes e diminuindo a oxigenação local. Normalmente, nosso próprio organismo combate o coágulo, o dissolvendo e recuperando suas funções.

Outro sintoma, é o que chamamos de amaurose fugaz, uma condição que leva a parda de visão de um olho de forma temporária. Essa manifestação ocorre quando as placas ou fragmentos de gordura, que se desprenderam das paredes das artérias, chegam até as artérias responsáveis pela visão.

Em geral o ataque isquêmico transitório é um alerta para que o paciente seja tratado antes que haja a evolução do quadro e se desencadeie problemas mais graves ou irreversíveis como o acidente vascular cerebral, conhecido com AVC.

1.2 Acidente Vascular Cerebral (AVC)

acidente vascular cerebral é déficit superior a 24 horas, podendo ser agressiva e com uma recuperação lenta, sendo progressiva ou se tornando também irreversível. Sua principal causa é quando alguma região do cérebro tem seu fluxo sanguíneo cessado permanentemente, o que ocasiona o que chamamos de derrame.

O AVC ocorre de maneira similar ao ataque isquêmico transitório, as placas de gorduras alojadas nas artérias da carótidas progridem até levarem ao total fechamento das carótidas.

Essa condição tem um quadro clínico variável. Podendo ser:

Leve: quando há poucos danos e normalmente o paciente não perde o movimento total de seus membros.

Severo: quando o quadro pode levar a paralisia completa ou perda da fala. Além disso, esse quadro pode afetar áreas importantes do cérebro e, também, afetar ou causar a parada do sistema respiratório ou de órgãos vitais para o controle corporal e vida, o que pode resultar na morte do paciente.

O que dificulta o diagnóstico e a prevenção é o fato de que poucos pacientes que sofrem um acidente vascular cerebral, sofreram com os sintomas do ataque isquêmico transitório, ou seja, é quase imprevisível. Para que o paciente seja beneficiado, é necessário um diagnóstico rápido e um acompanhamento de sua condição. Por isso, pacientes com quadro clinico de AVC leve ou AIT não devem ser liberados antes da investigação por exames e um tratamento adequado.

Quando, raramente, o paciente é diagnosticado com a AIT, é necessário um atendimento prioritário e constante, já que apresenta um risco elevado de haver um quadro de AVC.

  1. Diagnóstico e fatores de risco

2.1 Fatores de risco

Pessoas com hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, colesterol alto e indivíduos com vida sedentária são mais suscetíveis a contrair a doença da estenose da carótida. Também há os motivadores involuntários, que normalmente não podem ser controlados, como pessoas com histórico familiar, a idade e a genética.

2.2 Diagnóstico

Para a detecção do problema, é necessário uma avaliação do fluxo sanguíneo e da estrutura das carótidas. Nesse caso, o exame por ultrassonografia doppler, que consiste na emissão de ondas sonoras não prejudiciais à saúde diretamente na região dos órgãos e estruturas que necessitam de análise. Esse procedimento é considerado um método não invasivo, e garante resultados seguros do nível de obstrução.

Sempre que o doppler evidencia alteração, deve ser feito um exame mais fidedigno (Angiotomigrafia ou AngioRessonancia) com intuito de confirmar o achado e planejamento cirúrgico caso seja confirmado estreitamento severo.

  1. Tratamento

Existem 3 opções de tratamento para pacientes com a condição do estenose da carótida: o tratamento clínico, cirúrgico e a endovascular. A decisão médica do método aplicado deve considerar os sintomas, grau de estreitamento e riscos.

3.1 Tratamento Clínico

O tratamento clínico é necessário para todos os portadores da doença. Através dele, não apenas a condição pode ser resolvida, como também é possível a prevenção de outras doenças cardiovasculares.

Esse tratamento começa com o controle dos fatores de risco, hipertensão arterial, diabetes e colesterol, aliado com a prática de exercícios, que irá melhorar as condições cardiovasculares, a perda de peso e a própria condição do paciente com hipertensão e diabetes.

Além disso, o fumo deve ser cessado, já que o mesmo pode causar a coagulação sanguínea. O médico também pode receitar remédios como:

Antiagregante plaquetário: medicamento com função de diminuir o risco e chances de haver um caso de AVC. Seu funcionamento se dá a partir da inibição da agregação plaquetária”, diminuindo a coagulação do sangue e microembolizações. Ao mesmo tempo, o medicamento diminui as chances de infarto e trombose.

Estatina: é um medicamento utilizado para diminuir o nível do colesterol e estabilização da placa de gordura, mas ele funciona como um medicamento que previne o AVC e outros problemas cardiovasculares, por isso, pode ser usado em pacientes até com o nível de colesterol normal.

3.2 Tratamento Cirúrgico

Para o tratamento cirúrgico é necessário uma avaliação cuidadosa. Se tratando de um procedimento invasivo, apenas pacientes que possuam um estreitamento entre os 50% a 99%, devem ser prontamente encaminhados para os médicos especialistas, que farão avaliação sobre a necessidade de cirurgia.

Pacientes assintomáticos, mas que possuam a estenose na carótida com estreitamento acima de 70% provavelmente serão encaminhados a cirurgia ou angioplastia (deve ser avaliado todo contexto do paciente).

3.2.1 A cirurgia de endarterectomia

A endarterectomia consiste na remoção das placas de gordura que obstruem a carótida através de um corte na região do pescoço. 

Essa cirurgia pode ser feita geralmente com anestesia geral.

3.3 Tratamento Endovascular

Através da técnica endovascular é colocado dentro da artéria carótida um stent, que é um dispositivo metálico usado na área estreitada para mantê-la aberta após a angioplastia (dilatação da artéria com balão) para prevenir a obstrução da via sanguínea. Na aplicação, é usado um raio-X. Nesse caso, o stent tem função de manter a artéria estreitada aberta.

Como há chances de pequenas placas se soltarem e chegarem ao cérebro durante a cirurgia de colocação do stent, os médicos implantam junto ao tubo um dispositivo que captura essas placas chamado filtro de proteção cerebral caso as mesmas se desprendam e tentem correr pela via sanguínea ate o cérebro. Esse pequeno dispositivo é retirado ao fim do procedimento.

  1. Conclusões

A estenose da carótida é um problema de saúde que se não identificado e tratado corretamente, pode levar a quadros severos e até a morte. Por isso, é necessário a realização de exames de check-up e a qualquer suspeita do quadro, um médico clínico deve ser alertado para o encaminhamento a especialistas. A cirurgia da carótida é feita por um cirurgião vascular.

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